"Disgaea 5" não inova, mas sistema profundo e replay infinito cativam

Os combates por turnos, o humor, o desenvolvimento exagerado dos personagens: as principais marcas da franquia retornam em "Disgaea 5"

Os combates por turnos, o humor, o desenvolvimento exagerado dos personagens: as principais marcas da franquia retornam em "Disgaea 5" 

Já se passou mais de uma década desde que o primeiro jogo da franquia "Disgaea" chegou ao PlayStation 2. Para sermos mais exatos, "Disgaea: Hour of Darkness" fez sua estreia em 2003 e, de lá para cá, rendeu uma série de seis jogos canônicos e outros três com histórias paralelas, além de produtos como mangá e anime. É difícil dizer, portanto, que a franquia criada pela Nippon Ichi Software (e distribuída fora do Japão por companhias como Atlus, Ubisoft, Square Enix, além das filiais norte-americana e europeia da própria Nippon Ichi) não alcançou um determinado sucesso. 

Fato é que, desde o primeiro jogo, a série "Disgaea" passou longe de ser um jogo para as massas. E essa questão pouco tem a ver com uma possível dificuldade elevada, mas por ser um dos poucos representantes de um estilo de game: um rpg estratégico com combates baseados em turnos. É um gênero que teve seu grande momento nos consoles durante os anos 1990 - entre os exemplos, há "Tactics Ogre: Let Us Cling Together" (SNES), "Final Fantasy Tactics" e "Vandal Hearts" (ambos para Playstation), entre outros. Uma segunda onda teve início na primeira metade dos anos 2000, com títulos japoneses desenvolvidos pela Nippon Ichi sendo trazidos para o Ocidente. "Disgaea", sem dúvida, foi o mais bem-sucedido dessa leva.

 Como todo RPG que se preze, "Disgaea 5" tem uma história por trás de suas batalhas e sistemas. Em um resumo breve, tudo começa quando um lunático chamado Lord Void Dark está destruindo todos os planetas da dimensão dos demônios. Cada um destes reinos, chamados de "Netherworlds", possui um "overlord", espécie de rei, que normalmente atingiu o posto por ser o mais forte (ou rico) do pedaço. 


O jogador começa controlando Seraphina, que fugiu do seu Netherworld justamente porque seu pai fez um acordo com Void Dark para salvar o planeta. Em troca, ofereceu a mão da filha do casamento - coisa que não deixou a moça nada contente! Em suas viagens, Seraphina encontra Killia, um andarilho que, logo de cara a salva de um grupo ligado ao exército de Void Dark.

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